INDICADORES

Os indicadores em análise técnica, basicamente, podem ser de três tipos. Rastreadores de Tendência, Osciladores e Mistos.

Estes, são ferramentas auxiliares que, combinadas com o gráfico de preços, auxiliam o operador a fazer uma espécie de previsão da possível tendência que os preços de um determinado ativo seguirão.

Iremos fazer um breve estudo do que são cada um destes tipos, e na medida do possível iremos detalhar cada um deles em seu funcionamento quando objeto da análise técnica efetuada pelo Trader.

Os Indicadores podem ser utilizados para identificar tendências, bem como a mudança destas. Além disso, são capazes de fornecer uma visão mais detalhada sobre o equilíbrio do poder de touros e ursos. Eles também facilitam a tomada de decisão pois são bem objetivos. O grande problema, é que não raro, eles podem ser contraditórios entre si. Por isso, é muito importante saber como e quando utilizar cada um deles.

Alguns indicadores funcionam melhor em mercados com tendência definida, enquanto outros são mais apropriados quando o mercado está lateralizando. Uns são bons na antecipação de pontos de inflexão, ao passo que outros são preferíveis no acompanhamento de tendências.

Rastreadores de tendências

Os rastreadores de tendência funcionam melhor quando os mercados estão em alta(CALL) ou em baixa(PUT), mas oferecem sinais precários e perigosos quando os mercados estão em congestão lateral.
Entre eles estão as médias móveis, o MACD (moving average convergence-divergence), histograma MACD, sistema direcional, on-balance volume (OBV), acumulação/distribuição, etc.
Os rastreadores são indicadores coincidentes ou indicadores consequentes.

Osciladores

Já os osciladores captam pontos pontos de inflexão nos mercados que estão lateralizando, mas emitem sinais prematuros ou imprecisos quando os mercados passam a uma tendência de baixa ou alta.
Nesse grupo se incluem indicadores como o estocástico, taxa de mudança, taxa de mudança ajustada, índice de força relativa (IFR), Williams %R, entre outros.
Os indicadores osciladores são antecedentes ou coincidentes e geralmente viram na frente dos preços.

Mistos

Os mistos por sua vez proporcionam insights especiais sobre psicologia de massa.
São indicadores mistos o new high-new low index, put-call ratio, bullish consensus, commitments of traders, advance/decline index, traders’ index e outros.
Os indicadores mistos podem ser indicadores antecedentes ou coincidentes.
O segredo das operações bem-sucedidas é combinar indicadores de diferentes grupos, de modo que suas características negativas se anulem mutuamente, enquanto preservem suas características positivas.

PRINCIPAIS TIPOS DE RASTREADORES DE TENDÊNCIA

MÉDIAS MÓVEIS

O uso de médias móveis na análise técnica é como jogar futebol ou ir ao cinema, nunca sai de moda. Mas, isso tem um motivo e ele é bastante simples: médias móveis são úteis. Existem diversos tipos de médias como aritmética (ou simples), exponencial, ponderada, Welles Wilder, etc. Os dois primeiros tipos, são os mais utilizados e que produzem os melhores resultados.

Uma média, como o nome diz, mostra o valor médio de uma amostra de determinado dado. Uma média móvel aritmética ou simples (MMA) é uma extensão desse conceito, representando o valor médio, normalmente dos preços de fechamento, em um período de tempo.

Na fórmula acima, V representa os diferentes preços, enquanto que N é a janela de tempo sobre a qual se constrói a média. O parâmetro N é muito importante quando trabalhamos com médias móveis na análise gráfica, pois é a variável que iremos ajustar para obter melhores resultados. Modificando seu valor, a média irá responder mais ou menos rapidamente às variações de preços.

Mas, por que média móvel? A palavra móvel está presente pelo fato de que quando uma cotação entra no cálculo outra cotação sai. Por exemplo, se estamos usando uma média de 20 barras e surge uma nova cotação a última dessas 20 cotações é excluída do cálculo, enquanto que a mais recente entra. Assim, a média “movimenta-se” através do gráfico.

Abaixo temos a fórmula da média móvel exponencial (MME). Preço representa o fechamento do dia de hoje e MME ontem é o valor anterior da média móvel exponencial e K é uma variável dependente do período N como pode ser visto.

Ao contrário da média simples, na exponencial os dados mais novos possuem uma importância superior. Além disso, os valores mais antigos não são diretamente descartados quando passam a constar fora da janela de cálculo. Eles mantém uma participação no valor da média exponencial que vai ficando cada vez menor com o tempo.

MÉDIA MÓVEL SIMPLES(SMA)

O principal objetivo da média móvel simples é fornecer o valor médio da cotação dentro de um determinado período. Assim, para cada valor incluído no cálculo da média, o valor mais antigo é excluído. Na média móvel simples (SMA), cada dado utilizado no cálculo da média terá o mesmo peso. Por exemplo, uma média móvel da cotação de fechamento de 10 dias, calculada para a data x, será:

SMA = [Fech(x) + Fech(x-1) + Fech(x-2) + … + Fech(x-9)] ÷ 10

Em outras palavras, a média móvel simples é calculada adicionando-se os preços (geralmente os preços de fechamento) para um número de períodos (horas, dias, semanas, etc) e dividindo-se esse valor pelo número de períodos.

Na análise técnica, existem alguns valores populares para x como 10 dias, 40 dias ou 200 dias. O período selecionado dependerá do tipo de movimento no qual o investimento está sendo baseado: curto, médio ou longo prazo. Em qualquer caso, a média móvel será interpretada como suporte em um mercado em ascensão, ou como resistência em um mercado em queda. Através da interseção entre a cotação e a média móvel, sinais de compra e venda são produzidos. Se a cotação “cortar” a média móvel para cima, esse será um sinal de compra. Se o oposto ocorrer, ou seja, se a cotação “cortar” a média móvel para baixo, esse será um sinal de venda.

A média móvel segue uma tendência. Ela não possibilita uma antecipação das mudanças nas tendências. Com isso, as médias móveis apresentarão sinais de mudanças nas tendências só depois que o movimento já tiver começado. Alguns estudiosos afirmam que, pelo fato de apenas reagirem a uma tendência, as médias móveis não devem ser utilizadas em todos os momentos. O mercado financeiro, muito frequentemente, se apresenta na forma de acumulação na qual ele se move lateralmente entre os limites de preço. Quando isso ocorre, a utilização das médias só será possível em pequenos espaços de tempo e, mesmo assim, existirá a possibilidade de uma interpretação errônea dos resultados, pois não existe claramente a definição de uma tendência.

No gráfico abaixo, vemos a Média Móvel Simples ou Aritmética (azul) e a Média Móvel Exponencial (vermelha), ambas de 13 períodos, sinalizando a tendência diária da Petrobrás (Petr4).

PETR4d

MÉDIA MÓVEL EXPONENCIAL (MME)

A média móvel exponencial é uma extensão da média móvel simples, utilizando a suavização da mesma para reduzir a quantidade de sinais de compra ou venda. A média móvel exponencial (MME) é uma média ponderada de observações passadas e pode ser calculada através da seguinte fórmula:

MMEx = ME(x-1) + K x {Fech(x) – ME(x-1)}
  • MMEx representa a média móvel exponencial no dia x
  • ME(x-1) representa a média móvel exponencial no dia x-1
  • N é o número de dias para os quais se quer o cálculo
  • Constante K = {2 ÷ (N+1)}

A média móvel exponencial dá um maior peso aos últimos valores no cálculo da média. Dessa forma, este indicador será mais sensível aos valores mais recentes. Assim, ao contrário do que ocorre com a média móvel simples, na exponencial os dados mais novos possuem maior importância. Além disso, esta média móvel não exclui os valores mais antigos, os quais vão desaparecendo com o passar do tempo. Para o desenvolvimento das médias móveis exponenciais (e também para médias móveis simples) os prazos mais comuns a serem considerados são:

  1. Curtíssimo Prazo: de 5 a 13 dias
  2. Curto Prazo: de 14 a 25 dias
  3. Médio Prazo: de 26 a 74 dias
  4. Longo Prazo: de 75 a 200 dias

Existe uma tendência de venda de um ativo quando seu preço cruzar de cima para baixo a sua média móvel. Da mesma forma, existe uma tendência de compra quando seu preço cruzar de baixo para cima a sua média móvel. Em outras palavras, investidores tenderão a comprar um ativo quando o preço deste subir acima de sua média móvel, e a vendê-lo quando o preço cair abaixo da mesma.

A sensibilidade de uma média móvel e o número de sinais gerados pela mesma são proporcionais ao seu período. Dessa forma, quanto mais curto o período de uma média móvel, maiores serão a sensibilidade e o número de sinais gerados. As médias móveis de períodos mais longos gerarão menos sinais, mais lentos, mas que ao mesmo tempo são mais confiáveis. Comparada à média móvel simples, a média móvel exponencial tem maior sensibilidade e, consequentemente, irá gerar um maior número de sinais.

MÉDIA MÓVEL PONDERADA (MMP)

A média ponderada é qualquer média que multiplica fatores para fornecer diferentes pesos para diferentes dados. Na análise técnica, a média móvel ponderada (WMA) representa, especificamente, o valor de pesos que diminuem aritimeticamente. Assim, em um dia x, a WMA do último dia tem peso x, do penúltimo dia tem peso x-1 e assim sucessivamente até o dia 0.

A média móvel ponderada é utilizada para “solucionar” o problema de igualdade de pesos. Este indicador é calculado através da soma de todos os preços de fechamento dividido por um certo período de tempo e os multiplicando pela soma dos valores (pesos) de cada dia. Por exemplo, para uma média poderada de cinco dias, o preço de fechamento de hoje será multiplicado por cinco, o de ontem por quarto e assim por diante até que o primeiro dia na escala do período seja alcançado. Esses valores são então somados e dividos pela soma dos multiplicadores.

A média móvel ponderada é calculada através da definição do fator peso n para cada dia em uma média móvel de d dias. Dessa forma, em uma média móvel pesada de d dias, o último dia terá peso n, o penúltimo terá peso n-1, e assim sucessivamente. Considerando isso, tem-se que a média móvel ponderada para o dia d será:

WMAd = npd + (n-1)pd-1 + … + 2pd-n+2 + pd-n+1 ÷ n + (n-1) +…+ 2 + 1

Média Móvel Ponderada 13 períodos

PETR4POND

MÉDIA MÓVEL ADAPTIVA (MMAD)

A média móvel adaptiva (MMAD) é um tipo de média móvel exponencial que utiliza um indicador de eficiência para modificar a constante K = {2 ÷ (N+1)} e foi introduzida por Perry Kaufman em seu livro Smarter Trading.

A média móvel adaptiva utiliza um indicador que compara o preço com o nível de volatilidade. Ela foi projetada para solucionar o problema da escolha entre uma média móvel rápida ou lenta. Isso porque a velocidade da média móvel adaptativa é adaptada automaticamente ao nível de volatilidade do mercado. Assim, essa média móvel se moverá mais lentamente em um mercado lateral (onde os preços se movem horizontalmente) e mais rapidamente em um mercado de tendências. A regra básica é comprar quando a AMA subir e vender quando a mesma descer.

A média móvel adaptiva de Kaufman possui tecnicamente uma infinita extensão. Este indicador, inteligentemente, pesa a quantidade de sinais para cada nova barra baseando-se na tendência histórica. Dessa forma, se os dados passados forem muito irregulares, então cada nova barra será pesada abaixo da média; entretanto, se os dados passados oferecerem uma direção bem definida, independente do seu tamanho, então a média pesará novos sinais.

MMADExistem muitos outros tipos de médias móveis que podem ser explorados e testados por aqueles que quiserem as utilizar em seus setups; não vamos apresentar todos aqui, porque obviamente, trata-se de um curso básico. Aprofundarmo-nos mais do que isto, foge ao escopo deste curso.

Que Tipo de Média Utilizar?

A resposta para esta pergunta não é simples. Em seu livro “Techical Analysis Explained” Martin Pring apresenta dados estatísticos que mostram uma maior efetividade das médias aritméticas sobre as exponenciais no mercado acionário americano entre 1968 e 1987.

Alexander Elder, em seus clássicos “Trading for a Living” e “Come Into My Trading Room” defende o uso preferencial de médias exponenciais.

O principal argumento apresentado por Elder é que a média simples é muito sensível às variações do mercado, pois seu valor recebe uma influência dupla quando um novo dado chega: a inclusão do novo preço e o descarte do mais antigo. Em uma média exponencial o efeito dos preços antigos permanece e vai desaparecendo com o tempo, além disso o dado mais recente possui um peso maior, fazendo com que a média reflita de maneira mais adequada o humor atual do mercado.

Usando Médias Móveis

Existem indicadores chamados seguidores de tendências e as médias móveis pertencem a esta classe. Esses indicadores possuem uma inércia natural, ou seja, não foram projetados para apontar reversões rapidamente. Para sinalizar mudanças rápidas é aconselhável o uso de osciladores como IFR, estocástico e outros.

A primeira informação importante fornecida por uma média móvel é sua inclinação. Uma média móvel ascendente mostra um mercado comprador, enquanto que uma média descendente indica um mercado vendedor. Posicione-se de acordo com o que a média indica, pois ela tende a refletir de maneira adequada o comportamento dos investidores.

Por ser um indicador seguidor de tendência existe um momento no qual não devemos usar as médias móveis. Que momento é esse? O mercado seguidamente se coloca em acumulação, movendo-se lateralmente entre limites de preço. Nesses movimentos, a aplicação das médias só é possível em períodos muito curtos e mesmo assim existe uma chance considerável de obtenção de sinais errados, pois não há uma tendência definida a ser seguida.

Médias Móveis Como Suporte e Resistência

A média móvel é uma representação suave da tendência, uma vez que ela filtra oscilações menores. A média é uma região de suporte/resistência natural e uma de suas principais técnicas de utilização para CALL ou compra do ativo, é formação de posição nas proximidades da média em uma tendência de alta. Nessa região o mercado tende a buscar forças para uma nova subida.

TNLP4_mm

Observe o gráfico da Telemar (TNLP4) acima entre março e junho de 2003. Uma média exponencial de 22 dias nos sinalizou 5 oportunidades de compra até perder a inclinação ascendente. Não é preciso dizer que essa técnica de operação é válida também para mercados em queda, nos quais devemos vender quando acontece o repique até a média móvel descendente.

Para a aplicação dessa técnica o analista pode utilizar-se de outros recursos como comprar na vizinhança da média apenas quando aparecer um candlesticks de reversão. Note no gráfico que no quinto toque na média aparece também a figura de um martelo. Qual mecanismo auxiliar utilizar em conjunto com a média fica a critério de cada trader, de acordo com sua metodologia e ferramentas.

Cruzamentos (Crossovers)

Uma outra classe de métodos de utilização das médias móveis é através de cruzamentos. Quando os preços cruzam a média móvel de baixo para cima é dado um sinal de compra (CALL) e quando cruzam de cima para baixo uma venda (PUT) é sinalizada. Veja o gráfico abaixo da Gerdau (GGBR4). Os preços partem para a parte superior da média em uma nova tendência de alta.

GGBR4_mm

Uma importante questão é saber quando o cruzamento é verdadeiro. Algumas vezes, os preços rompem a média e em seguida retornam de volta ao lado original, gerando um sinal falso. Novamente, não existe regra fixa para identificar a validade dos cruzamentos. Alguns traders definem que o rompimento é verdadeiro quando os preços superam por um percentual a média (por exemplo, 3%). Outros preferem aguardar 1 ou mais fechamentos na nova região, se o mercado consegue manter-se acima/abaixo após o cruzamento o sinal ganha força.

Além do cruzamento dos preços outra técnica usada é o cruzamento entre duas médias, uma longa e uma curta. Suponha que a média longa seja de 22 barras e a curta de 11. Quando a média de 11 superar a de 22 cruzando para cima, tem-se um sinal de compra (CALL), de maneira semelhante, cruzando para baixo um sinal de venda (PUT) é caracterizado. Nesta variação, é importante que ambas estejam inclinadas na mesma direção.

A estratégia com três médias (10,20 e 40 períodos)

A estratégia com as três médias é desenvolvida através da utilização de três diferentes médias móveis juntas. A primeira dessas médias é uma média mais rápida que se refere somente a períodos de curto prazo. A segunda média é uma média intermediária que reage a a longos períodos de tempo, mas não tão longos quanto ao da média final. A terceira média é a mais lenta a reagir, porque considera a média do período de tempo mais longo.

Como exemplo tem-se um sistema de média móvel tripla de 10, 20 e 40 dias. A primeira média, de 10 dias, é a mais rápida a se mover quando os preços apresentam uma mudança. A segunda média, de 20 dias, é a média intermediária que não apresenta mudanças até que os preços tenham se movido por um longo período de tempo. Finalmente, a mais devagar das médias móveis é a de 40 dias. Esta média não indicará nenhuma diferença até que os preços tenham se movido significativamente. As médias móveis de curto prazo, por serem mais sensitivas as mudanças dos preços, seguem a tendência de perto. A média intermediária segue a tendência de longe e a terceira média tende a ser menos sensitiva as mudanças dos preços.

De acordo com o sistema da média móvel tripla, sinais de compra (CALL) são produzidos quando as três médias se movem numa tendência ascendente. Sinais de venda (PUT), ao contrário, são produzidos quando as três médias se movem numa tendência de queda. A tendência ascendente aparece quando a média móvel mais rápida (a de curto prazo) está acima das outras duas médias, quando a média intermediária está acima da mais lenta (a de prazo mais longo), e quando a média de prazo mais longo está abaixo de todas.

Eur/Usd M15 Médias Simples de 10, 20 e 40 períodos

eurusdm15

Existe também a chamada média móvel exponencial tripla (TEMA), a qual foi desenvolvida por Patrick Mulloy e introduzida em janeiro de 1994 na revista Technical Analysis of Stocks & Commodities. Este indicador de tendência foi designado para diminuir a atraso das informações fornecidas pela média móvel exponencial. É composta por uma média móvel exponencial simples, por uma média móvel exponencial dupla, e por uma média móvel exponencial tripla.

Adaptando a Janela de Tempo

Conforme dito anteriormente, a janela de tempo do cálculo da média móvel é o parâmetro a ser ajustado em busca de melhores resultados. Como na maior parte das ferramentas da análise técnica não existe regra exata para dimensionar a média, mas é preciso buscar o equilíbrio para o mercado, o ativo e tempo de operação visados. Esse equilíbrio é importante pois:

  • Quanto maior o período mais suave é o comportamento da média e mais imune a ruídos e movimentos curtos ela estará. No entanto, se for grande demais pode responder de maneira muito lenta à mudanças significativas no mercado.
  • Quanto menor o período de maneira mais próxima a média seguirá os preços. Contudo, se o período for pequeno demais a média estará excessivamente exposta às variações de preços, perdendo sua utilidade como seguidora de tendências.

Como descobrir então com qual média operar? Trabalhando e utilizando a técnica de tentativa e erro. Comece, por exemplo, com um período como 22 (aproximadamente o número de pregões em um mês) ou 30 para um gráfico diário. Varie o valor e veja se a resposta do indicador foi superior ou inferior do que no teste anterior. O processo é semelhante a sintonizar um rádio com aqueles antigos sistemas analógicos nos quais era preciso girar um botão.

IFR – Índice de Força Relativa – RSI – Relative Strength Index

O RSI (Relative Strength Index ou IFR: Índice de Força Relativa) é um oscilador que foi criado por Welles Wilder em Junho de 1978. Este oscilador é muito popular entre os analistas técnicos devido aos seus bons resultados.
Em termos de cálculo, a fórmula é bastante simples ainda que a sua interpretação possa ser um pouco mais complicada:
IFR = 100 – (100/(1+U/D))
U = média das cotações dos últimos N dias em que a cotação subiu
D = média das cotações dos últimos N dias em que acotação desceu
O criador deste indicador recomendou o cálculo de um IFR de 14 dias, mas
é habitual calcular um IFR de 9 ou 25 dias.
Se por exemplo quisermos calcular um IFR de 14 dias teremos de seguir os seguintes passos:
a. Somar todas as cotações dos últimos 14 dias em que houve alta da cotação. Dividir o valor obtido por 14. Está obtido o U
b. Somar todas as cotações dos últimos 14 dias em que houve baixa da cotação. Dividir o valor obtido por 14. Está obtido o D
c. Aplique a fórmula acima indicada e obteve o valor do IFR para uma determinada data
d. Repita os passos a, b e c para um número suficiente de datas até poder ter um gráfico com um número suficiente de pontos.
e. Trace e analise o gráfico
O valor do IFR pode variar entre 0 e 100. Sempre que o seu valor esteja acima de 70, o IFR entrou na região de Sobrecomprado (overbought). Sempre que caia abaixo dos 30 pontos, caiu na região de sobrevendido (oversold). Note-se que alguns traders preferem definir a região de sobrecomprado acima dos 80 e a região de sobrevendido acima dos 20 pelos melhores resultados que daí poderão advir. Caberá a cada analista definir esses pontos em função dos resultados obtidos. Esses valores serão ajustados título a título, novamente em função dos resultados obtidos.
Há basicamente 3 análises que se pode retirar da observação gráfica do IFR:
1. Uma das interpretações mais simplistas que se pode retirar de um gráfico do IFR é o que concerne à saída de uma região de sobrevendido/sobrecomprado. Sempre que o IFR caia abaixo dos 70 pontos depois de ter estado na região de Sobrecomprado, é gerado um sinal de venda do título. Sempre que o IFR sai de uma região de sobrevendido, isto é, seu valor passa a estar acima dos 30 é dada uma indicação de compra do título. O gráfico abaixo exemplifica exatamente essa situação. A meio de Agosto de 1999 é dado um sinal de compra de Sonae SGPS enquanto que em Setembro é dado um sinal de venda. Outro aspecto importante é que esta interpretação não pode ser dogmática e deve ser corroborada por outros indicadores. Repare que no final de Novembro é dado um sinal de venda que poderia ter induzido erro ao analista já que a cotação continuou a subir até Março.

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2. Outra interpretação gráfica que se pode retirar do IFR são as divergências. É neste ponto que talvez se encontre a maior virtude deste oscilador. Sempre que a cotação atinja novos máximos e o gráfico do IFR esteja a cair, é provável que a cotação do título corrija através da queda. Raciocínio análogo pode ser feito para os mínimos. Sempre que a cotação teste novos mínimos e o gráfico do IFR não acompanhe, é muito provável que a cotação do título suba.

ifrdivergencia

3. Suportes e resistências: o gráfico do IFR é também excelente para traçar linhas de resistência/suporte/tendência da mesma forma que são traçadas num gráfico de cotações.

OSCILADOR ESTOCÁSTICO

O estocástico é um importante indicador do tipo oscilador criado por George Lane. Ele mede acapacidade das forças compradoras de realizar o fechamento próximo ao valor máximo atingido dentro de um determinado intervalo de tempo e a capacidade das forças vendedoras em trazer esse fechamento para as proximidades do valor mínimo da janela de tempo.

Existem algumas variações do estocástico. A fórmula do estocástico rápido pode ser vista a seguir:

Onde %K é a chamada linha rápida e %D a linha mais suave. Fech representa o valor de fechamento de hoje, Min(n) e Max(n) são os valores máximo e mínimo atingidos pelos preços nas últimas n barras.

O parâmetro de tempo, como em outros indicadores pode ser otimizado para nossas necessidades. Uma janela grande analisa um período de tempo que compreende mais barras, filtrando acontecimentos menores. Um tempo pequeno, por sua vez, volta sua atenção para os últimos preços oferecendo sinais de curto prazo.

Ao contrário de seguidores de tendência como MACD e médias móveis (entre outros) os osciladores, normalmente, são usados em períodos menores, uma vez que são sinalizadores de reversões. Uma dica é, portanto, começar a realizar seus testes com um período menor do que 10.

TÉCNICAS DE UTILIZAÇÃO DO ESTOCÁSTICO

Vamos ver agora diferentes situações em que podemos usar este ótimo indicador.

NÍVEIS EXTREMOS

O estocástico ajuda a mostrar se um ativo está sobrecomprado ou sobrevendido. Os níveis de referência utilizados, normalmente, são 85 para limite superior e 15 para limite inferior.

Acima do patamar de 85 o ativo está mais vulnerável à correções, pois houve um impulso forte para atingir esse nível. Abaixo de 15, houve um movimento de venda acentuado, o qual pode dar lugar a boas oportunidades de compras.

Uma metodologia possível e seguida no exemplo a seguir para a Acesita (ACES4) é a geração de um ponto de compra quando o estocástico retorna de baixo de 15 para cima desse patamar. De maneira análoga, um ponto de venda surge quando o estocástico cruza de cima para baixo o patamar de 85. As linhas vermelhas horizontais no estocástico representam os níveis de 15 e 85. As linhas verticais azuis no gráfico de preços mostram as sinalizações de compras, enquanto que as linhas verticais vermelhas mostram as sinalizações de venda segundo os critérios descritos.

Alexander Elder no clássico Trading for a Living faz uma colocação interessante. Talvez mais importante do que comprar abaixo de 15 ou vender acima de 85 seja não comprar acima de 85 e não vender em um valor menor do que 15. Isso porque, apesar da vontade de aproveitar o momento forte de um dos lados, as chances de reversão são bastante grandes.

Entretanto, existe uma técnica que justamente visa explorar um movimento amplo do estocástico. Se a linha %K atingir o valor 100 (ou 0 em uma queda), e após um pull-back o valor 100 (ou 0) for novamente alcançado um ponto de compra (venda) é gerado. A teoria consiste em explorar o momento forte, pois o preço está fechando continuamente próximo do valor máximo (ou mínimo).

MOVIMENTO ATENUADO

Outra técnica que merece ser descrita explora a indicação de reversão gerada pelo estocástico quando seu traçado perde a inclinação e fica achatado.

Observe a figura acima. Na primeira situação o estocástico vinha em trajetória ascendente. Contudo, o movimento começa a desacelerar e a angulação é perdida. Nesse momento o mercado está propício a uma reversão. Esse método pode ser empregado principalmente para operações de curto prazo. A linha descendente na figura acima ilustra a mesma situação com a diferença que está sendo gerada uma possibilidade de compra.

DIVERGÊNCIAS

Como em outros osciladores, divergências no estocástico são uma ótima maneira de observar o comportamento do mercado.

Quando o gráfico de preços do ativo sucessivamente alcança topos mais altos e o estocástico não acompanha esse movimento entre em estado de alerta. O mesmos e aplica para quando os preços fazem fundos mais baixos, mas o estocástico falha em fazer um fundo mais baixo que o anterior criando a divergência.

No exemplo abaixo da Aracruz (ARCZ6), os preços estavam em movimento baixista acentuado, mas o estocástico parou de acompanhar o movimento possibilitando que se traçasse uma linha altista unindo dois fundos. Não demorou para o gráfico mudar o sentido e iniciar uma trajetória altista.

Como em todas as outras situações procure otimizar os parâmetros para sua metodologia. Antes de aplicar na prática realize testes e conheça bem o indicador, estar familiarizado com a ferramenta é fundamental.

créditos nelógica

MACD

Média Móvel Divergente/Convergente

Saiba como usar o MACD, um dos indicadores mais utilizados da análise técnica .

Como funciona, como usar e como se cálcula, esse indicador de análise técnica.

O indicador MACD (Média Móvel Divergente / Convergente) é um indicador de tendência que mostra a relação entre duas médias móveis. É calculado subtraindo à média móvel exponencial de 26 dias a média móvel exponencial de 12 dias. O gráfico que daí se obtém é comparado com o gráfico da média móvel exponencial de 9 dias denominada de linha de sinal ou trigger que geralmente é uma gráfico a picotado. Como é que se interpreta a relação entre estes dois gráficos? É calculado subtraindo à média móvel exponencial de 26 dias a média móvel exponencial de 12 dias. O gráfico que daí se obtém é comparado com o gráfico da média móvel exponencial de 9 dias denominada de linha de sinal ou trigger que geralmente é uma gráfico a picotado. Como é que se interpreta a relação entre estes dois gráficos?

MACD1

Há três tipos distintos de interpretação gráfica do MACD:

· Intersecções dos gráficos: uma regra do MACD é vender sempre que o seu gráfico passe para baixo do gráfico da sua linha de sinal. Da mesma forma, um sinal de compra é emitido sempre que o seu gráfico passa para cima da sua linha de sinal.

MACD2

Zonas de OverBought/Oversold (Sobrecomprado/Sobrevendido): quando o valor do MACD aumenta (na prática isto significa que o valor da média móvel exponencial de mais curto prazo diminui face ao valor da média de 26 dias), é provável que a cotação do título esteja OverBought (Sobrecomprado). Como conseqüência poderá haver uma queda na sua cotação pelo que é dado um sinal de venda.

Divergências: outra interpretação valiosa retirada do MACD é a detecção do fim de uma tendência. Sempre que a evolução gráfica do MACD de um título diverge da evolução gráfica das suas cotações, então está detectada uma divergência. Se o MACD está a atingir mínimos sucessivos e a sua cotação não, estamos perante uma divergência Bearish (baixista / vendedora), sendo provável que as cotações venham a cair. Se o MACD está a atingir máximos sucessivos enquanto a sua cotação não atinge novos máximos, estamos perante uma divergência Bullish (altista / compradora) sendo provável que a cotação do título venha a subir.

Note-se que o MACD não é um indicador que antecipa mudanças no mercado. O MACD é na realidade um indicador que segue a tendência do mercado.

 

CONCLUSÃO

Iremos concluir este Curso Básico Teórico de Análise Técnica, deixando a ressalva de que, como o próprio nome diz, é um curso básico.

No entanto, a despeito de ser básico, traz um amplo conteúdo, com pinceladas nos pontos mais importantes e fundamentais da Análise Técnica, que por si só já serão suficientes para dotar o leitor, de conhecimento o bastante para iniciar seus primeiros passos como trader.

É muito importante salientar, no entanto, que cabe àquele interessado em se profissionalizar, aprofundar seus estudos através de livros e outros cursos bons que podemos encontrar no mercado.

Nosso objetivo é o de preencher lacunas, e não o de esgotarmos o assunto, ou nos acharmos pretensiosos no sentido de pensarmos que tal aconteceu.

O que dissemos aqui, não pode servir como dica de investimento, e não é taxativo, assim como não o é a Análise Técnica.

Trabalhamos com probabilidades!

Sucesso aos que estudam e trabalham.

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